domingo, 29 de julho de 2012

vereador-para-que-serve/

Na linguagem técnica jurídica, o vereador, é parte do tripé do sistema governamental democrático, isto é, o vereador representa um dos poderes do Estado (município) que garantem o estado democrático de direito. Isso quer dizer que só por existir, a Câmara já justifica sua finalidade, garantir a ausência de tirania; de imperador; de ditadura; só por isso é melhor ter vereador do que não tê-lo.
A palavra vereador tem origem no termo verear (contratação de verificar). "É a pessoa que é colocada para vigiar, ou cuidar dos bens e dos negócios do povo, ditando as normas necessárias a esse objetivo".
Os vereadores já foram chamados de cameristas, membros das Câmaras Municipais e também já foram designados de congressistas, membros do Congresso do Povo e Vereação.
Nos tempos bem antigos, os vereadores tinham funções administrativas e jurídicas. Exercia funções parecidas com as dos curiões de Roma as ordenações do reino. Tinham os vereadores alto caráter para despachar com os juizes, em Câmaras onde não cabia apelação, em feitos de injúrias verbais e furtos de pequenos valores, também atuavam nas questões de preços e taxas.
No Brasil, inicialmente os vereadores tiveram funções meramente administrativas, sendo posteriormente convertidos em legisladores municipais, ficando para os prefeitos as atribuições administrativas.
Com o advento da República, os vereadores tiveram sua importância ampliada no Brasil, agora eles são legisladores, fiscais das ações dos prefeitos, e o mais importante voltaram a ser pessoas responsáveis guardadoras dos bens e negócios de interesse público.
A tripartição do poder do Estado e as atribuições de cada um dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, encarrega o vereador de importantes funções, as quais fariam muito bem se o povo e os próprios vereadores as conhecessem e as cumprissem.
Na prática, o povo conhece bem a função de prefeito, mas na verdade desconhece as funções, atribuições e obrigações do vereador. Ocorre que via de regra, as Câmaras são dominadas por vereadores que fazem pacto como os prefeitos, por isso eles (vereadores) negam ao povo a razão da sua própria existência. Não defendem o interesse e nem guardam as coisas do povo, leem na cartilha dos prefeitos e abandonam o interesse dos seus leitores.
Quando o povo fala que vereador não serve para nada é porque na prática é como se eles não existissem para o povo. Na verdade, a culpa pelo pequeno conceito que goza o vereador perante o povo é do próprio vereador que não se presa, não exerce seu mister para o qual existe e deixa o povo nas mãos dos prefeitos, que via de regra mandam e desmandam sem respeitar a vontade e o direito do povo.
É claro que não há regra sem exceção e nesse caso também não poderia ser diferente. Uma pequena parte dos vereadores em quase todos os municípios procura exercer suas funções e de consequência é taxada de oposicionista (em sentido pejorativo) e quase sempre é hostilizada pelos administradores e até pelo povo.
Para mudar esse quadro caótico existente nas cidades brasileiras é preciso que o povo tenha conhecimento profundo e consciência do valor e da necessidade da existência dos vereadores. E da mesma forma é preciso que aos vereadores conheçam e exerçam suas funções. Se isso acontecer todos verão a impotência do vereador seu valor para a prática da democracia e para o bem-estar do povo.
Em última análise, depende mesmo é do eleitos, que podem, devem e que têm que fazer a sua parte ao escolher o vereador. O eleitor não pode votar só por votar ou só para agradar o candidato. O voto é o início do caminho para mudar a triste realidade existente hoje no Brasil e em Maringá. Para que serve e o que vale o vereador?

http://www.odiario.com/opiniao/noticia/440594/vereador-para-que-serv


Elaine Cristina Alves dos Santos Tomaroli
Acadêmica de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Maringá (PUC)


domingo, 17 de junho de 2012

Golpe transforma concursos públicos em cabides de emprego

Golpe transforma concursos públicos em cabides de emprego


Mais informações

17/06/2012 10:28

A maior parte das fraudes acontece nos concursos municipais. Prefeitos e vereadores contratam uma empresa para organizar a prova e indicam os candidatos que eles querem ver aprovados. Além disso, gabaritos são vendidos antes dos testes.

http://fantastico.globo.com/videos/t/edicoes/v/golpe-transforma-concursos-publicos-em-cabides-de-emprego/1997995/

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Deputado acusa senador de proteger Demóstenes

O deputado Silvio Costa (PTB-PE) acusou nesta quinta-feira o senador Pedro Taques (PDT-MT) de trabalhar pela absolvição do colega Demóstenes Torres (sem partido-GO). Costa e Taques protagonizaram um bate-boca na reunião da CPI do Cachoeira marcada para ouvir Demóstenes, que preferiu ficar em silêncio. "Tenho certeza que o Senado brasileiro vai cassá-lo por 80 votos a favor. Espero que o senador Pedro Taques, que hoje mostrou que poderá ser um voto para absolvê-lo, repense o voto e vote pela cassação", afirmou Costa.







Mais cedo, antes da interrupção da sessão, Taques pediu que Costa tratasse Demóstenes com "dignidade". Na CPI, o deputado do PTB disse que o silêncio do senador goiano era a "mais perfeita tradução da sua culpa" e que Demóstenes era um "mentiroso" e um "hipócrita". A confusão envolvendo Costa e Taques levou o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a encerrar o depoimento de Demóstenes Torres.







Costa disse que não se arrepende de nenhuma das palavras. "Eu queria ter falado mais. Eu procuro ser um cidadão no parlamento, procuro carregar a indignação do cidadão e o Brasil está indignado com esse cidadão, com esse Demóstenes, com esse ex-futuro senador", afirmou.







Pedro Taques afirmou que não descarta a possibilidade de pedir a abertura de um processo no Conselho de Ética contra o colega da Câmara. Mas são mínimas as chances de o caso ir adiante porque os parlamentares têm imunidade em suas opiniões. "Desabafo se faz em boteco, não em CPI. Vou analisar o que será feito, mas não se pode representar por ofensa ao decoro o que não tem decoro", afirmou Taques, ao fim da reunião.







Show







O vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), criticou o bate-boca entre parlamentares que acabou levando à suspensão da sessão desta quinta-feira. "Foi um show injustificável. Não poderia ocorrer em hipótese nenhuma", afirmou.







O senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo contra Demóstenes no Conselho de Ética, disse que não é só Silvio Costa que tem se excedido na CPI. Ele citou que o presidente da comissão também é alvo de questionamentos indevidos durante a condução das reuniões. "Não é só o Silvio Costa que se excede, agindo inclusive de maneira desrespeitosa. Esse episódio de hoje pode servir como referência", disse.





http://www.dgabc.com.br/News/5960782/deputado-acusa-senador-de-proteger-demostenes.aspx

sábado, 4 de fevereiro de 2012

NORMALIDADE


Escrito por www.souzaandrade.com.br   
Sáb, 04 de Fevereiro de 2012 10:52
O comércio de Jequié funciona normalmente neste sábado (04/02/12), apesar da continuação da greve dos policiais militares. Alguns estabelecimentos contrataram segurança particular. Empresas de vigilância eletrônica e a guarda municipal também dão assistência, com várias viaturas circulando não somente no centro comercial como nos bairros. A Rua 2 de Julho permanece fechada por PMs que participam da ocupação da Câmara de Vereadores. Apesar da desconfiança de muitos, a rotina voltou à cidade e a movimentação no comércio é intensa, situação diferente de ontem, quando uma onda de boatos deixou a população preocupada. Em seu site Bahia Notícias, o jornalista Samuel Celestino voltou a fazer duras críticas ao Governo da Bahia. Com a nota intitulada: o medo em lugar da alegria, o jornalista disse que o prejuízo é imenso, com festas canceladas, comércio e restaurantes fechados e avenidas fantasmas. Samuel Celestino lembra que já houve duas greves anteriores: a de 1991, no governo ACM, e a de 2001, no de César Borges. Nenhuma com o impacto e a violência que se observa neste movimento de agora. Pela primeira vez, as forças nacionais de segurança chegam a Salvador. “Mesmo sabendo que as de hoje são para assegurar a paz perdida de há muito pelos baianos no processo de violência que transforma a cidade e o Estado em territórios sem lei. Não dá, simplesmente não dá, para entender como trabalha o setor de inteligência do aparelho policial, civil e militar, baianos. Não se detectou o movimento (que deve ter sido aberto) nas tropas da PM? Se isso não aconteceu, ou não há inteligência ou existe incompetência. Se houve a percepção, por que não alertar ao governador Jaques Wagner, de modo a alertá-lo que seria inoportuno e temerário deixar o governo para acompanhar a presidente a Cuba e ao Haiti”, comentou. Ainda de acordo com Celestino, o governo recebeu um impacto traumático. A violência alerta o comando e o PT que o céu que imaginam só está no imaginário de quem não quer ver.
última atualização em Sáb, 04 de Fevereiro de 2012 10:53
Escrito por www.souzaandrade.com.br   
Sáb, 04 de Fevereiro de 2012 10:52
O comércio de Jequié funciona normalmente neste sábado (04/02/12), apesar da continuação da greve dos policiais militares. Alguns estabelecimentos contrataram segurança particular. Empresas de vigilância eletrônica e a guarda municipal também dão assistência, com várias viaturas circulando não somente no centro comercial como nos bairros. A Rua 2 de Julho permanece fechada por PMs que participam da ocupação da Câmara de Vereadores. Apesar da desconfiança de muitos, a rotina voltou à cidade e a movimentação no comércio é intensa, situação diferente de ontem, quando uma onda de boatos deixou a população preocupada. Em seu site Bahia Notícias, o jornalista Samuel Celestino voltou a fazer duras críticas ao Governo da Bahia. Com a nota intitulada: o medo em lugar da alegria, o jornalista disse que o prejuízo é imenso, com festas canceladas, comércio e restaurantes fechados e avenidas fantasmas. Samuel Celestino lembra que já houve duas greves anteriores: a de 1991, no governo ACM, e a de 2001, no de César Borges. Nenhuma com o impacto e a violência que se observa neste movimento de agora. Pela primeira vez, as forças nacionais de segurança chegam a Salvador. “Mesmo sabendo que as de hoje são para assegurar a paz perdida de há muito pelos baianos no processo de violência que transforma a cidade e o Estado em territórios sem lei. Não dá, simplesmente não dá, para entender como trabalha o setor de inteligência do aparelho policial, civil e militar, baianos. Não se detectou o movimento (que deve ter sido aberto) nas tropas da PM? Se isso não aconteceu, ou não há inteligência ou existe incompetência. Se houve a percepção, por que não alertar ao governador Jaques Wagner, de modo a alertá-lo que seria inoportuno e temerário deixar o governo para acompanhar a presidente a Cuba e ao Haiti”, comentou. Ainda de acordo com Celestino, o governo recebeu um impacto traumático. A violência alerta o comando e o PT que o céu que imaginam só está no imaginário de quem não quer ver.
última atualização em Sáb, 04 de Fevereiro de 2012 10:53




http://www.souzaandrade.com.br/site/

Bahia registra 56 homicídios após paralisação da PM

Bahia registra 56 homicídios após paralisação da PM

Do Diário OnLine

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A SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) confirmou mais dois homicídios ocorridos neste sábado em Salvador, elevando para 56 o número de mortes ocorridas desde o início da greve da Polícia Militar, na terça-feira.

O balanço da secretaria revela que 56 pessoas foram mortas das 21h de terça-feira (31), dia em que foi decretada a greve por parte dos policiais militares, até as 18h30 deste sábado. O dia que somou maior número de mortes foi nesta sexta-feira (3), com 31 registros. Outras 14 mortes foram registradas nesta quinta-feira (2).
Autoridades
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, já estão à Bahia - chegaram na manhã deste sábado - e devem se reunir com o governador do Estado, Jaques Wagner, para acompanhar as operações das Forças Armadas.
Além dos 2.800 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, estão sendo enviados cerca de 450 policiais da Força Nacional de Segurança Publica, ligada ao Ministério da Justiça. A chegada dos militares e policiais tem como objetivo garantir segurança da população e coibir eventuais ações criminosas.
Negociações
Segundo o governador da Bahia, Jaques Wagner, os praças da Polícia Militar baiana já acumulam, em cinco anos de governo, perto de 60% de reajuste, o que representa um ganho real de cerca de 35%. "Neste ano, quando nem todos os governadores e nem o governo federal garantiram o reajuste linear igual ao da inflação do ano passado, nós já garantimos na Bahia um reajuste de 6,5%", disse ele em entrevista coletiva neste sábado.
O presidente da Aspra, Marco Prisco, que mobiliza o movimento, informa que não abre mão de dois itens da pauta de reivindicação: a anistia criminal dos policiais militares que participam da greve e o pagamento da GAP (Gratificação por Atividade de Polícia) 5.
Os demais pontos, como o pagamento da GAP 4 e a regulamentação de remuneração fruto de auxílio-acidente, além de periculosidade, insalubridade, criações do código de ética e do plano de cargos e salários, segundo ele, devem ser ser negociados por uma comissão de diálogo permanente com o governo.
Grevistas
Ainda na sexta-feira a sede da Aspra foi fechada por ordem judicial. A entidade representa os policiais filiados que aderiram à greve da corporação na Bahia.
O oficial de Justiça não encontrou resistência, porque o local estava vazio. A Aspra situada na Rua da Forca, bairro da Piedade, em Salvador. A determinação judicial foi autorizada pela juíza Janete Fadul de Oliveira, após pedido feito pelo Ministério Público, e impede a realização de assembleias e reuniões no local.





AGUARDA MUNICIPAL ESTÁ NA RUA, MESMO TEMEROSA AS PESSOAS VÃO AS COMPRAS.

AGUARDA MUNICIPAL ESTÁ NA RUA, MESMO TEMEROSA AS PESSOAS VÃO AS COMPRAS.

Postado  |  Em: 4 de fevereiro de 2012  |  As 12:27
Policiais permanecem no prédio da Câmara Municipal. Rua Dois de Julho com tráfego interditado
Após uma tarde de sexta-feira atípica (parecendo mais com uma tarde de domingo), o comércio de Jequié reabriu,   em sua absoluta maioria,  as suas portas na manhã de sábado (4) e a população foi às compras no centro comercial e nos bairros da cidade. O clima de preocupação reinante entre proprietários e funcionários, continuava visível. Algumas empresas contrataram temporáriamente pessoas para trabalharem como segurança. A boataria correu solta e foi comentado o assassinato de uma pessoa na Urbis III, registro negado pela Polícia Civil.  Assaltos e arrombamentos de empresas ocorreram. Uma motocicleta foi tomada de assalto na Rua Bertino Passos,   o mesmo ocorrendo com um automóvel na Avenida César Borges. As lojas encerram as suas atividades após o meio-dia.  A  Prefeitura ainda não havia informado oficialmente sobre o funcionamento ou não  das feiras livres que tradicionalmente são montados aos domingos,  no  largo São Francisco (Jequiezinho) e na Avenida Artur Moraes (Jequiezinho).
A Rua Dois de Julho, onde está localizado o QG dos militares teve o tráfego interditado com os policiais estacionando  os seus veículos em meio a via pública. Alguns populares queixaram-se da  atitude. “A interdição está sendo feita por questões de segurança dos policiais”, explicou um dos membros do movimento.
População aprovou a presença dos guardas municipais nas ruas
A Guarda Municipal de Jequié-GMJ, cuja atuação  no trabalho de segurança pública é contestada pelo comando e oficiais da Polícia Militar, se manteve com viatura e motocicletas [inclusive homens  armados] no centro comercial. A presença dos guardas municipais  contou com a aprovação imediata dos comerciantes, comerciário e consumidores. “A presença dos guardas municipais está sendo muito importante nesse momento de total insegurança pública que estamos convivendo”, comentou um comerciante.  Enquanto isso, os policiais e bombeiros militares permanecem reunidos na Câmara de Vereadores, aguardando o desenrolar das negociações entre as associações que os representam e o governo





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